(Imagem: Bruno Leandro Martin | Reprodução) Imagine ser o dono da maior rede de academias da América Latina e ver sua ação derreter 8% em um único dia após uma conversa sincera com analistas. Foi o qu...
Por Redação

(Imagem: Bruno Leandro Martin | Reprodução)
Imagine ser o dono da maior rede de academias da América Latina e ver sua ação derreter 8% em um único dia após uma conversa sincera com analistas. Foi o que aconteceu com Edgar Corona, CEO da Smart Fit.
O empresário sugeriu que a competição acirrada das novas concorrentes pode “espremer” os lucros da empresa em 2026.
A fala foi um choque para a Faria Lima. Se entre 2021 e 2024 a Smart Fit dobrou de tamanho enquanto as redes menores tentavam sobreviver à pandemia, o cenário agora inverteu.
Com o Brasil ostentando a maior proporção de frequentadores de academia do mundo — saltamos de 10 para 15 milhões em 5 anos —, o mercado fitness atraiu o capital de grandes fundos, justamente no modelo que popularizou a Smart Fit: o low cost.
Panobianco: Com faturamento de R$ 800 milhões, a marca foi parar no BBB, escalou franquias e se prepara para um futuro IPO.
Selfit: A rede consolidou sua presença no Norte e Nordeste através de investimentos do fundo HIG Capital, tornando-se o principal obstáculo da Smart Fit nessas regiões.
A sinceridade do CEO apenas validou o que os números já mostravam: a hegemonia até continua, mas a concorrência está mais perto no retrovisor e quer ocupar os m² restantes.
Zoom out: O Brasil é o coração do grupo, mas a preocupação do mercado é o efeito dominó. Das mais de 2 mil unidades da rede, metade está espalhada por outros 12 países da América Latina, incluindo México, Colômbia e Argentina.
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